Depois de um ano volto a colocar uma reflexão em minha
página. A verdade é que não parei de escrever, mas prezei por um ano de estudos
em algumas áreas para poder falar de alguns temas sem dizer bobeiras. Bom, mas
a quem interessa tudo isso?
Vamos ao que interessa. O tema é sugestivo, mas se lido de
relance, sem um conhecimento básico do que venha a ser ética pode causar uma
discussão totalmente idiota do tema que proporei.
Não é fácil conviver,
ou é? Lidamos com pessoas diferentes, comportamentos diferentes, desejos
diferentes e temos que de alguma maneira encontrar o essencial por detrás da
pluralidade das coisas para lidar com a convivência. A ética é quem é capaz de
fazer essas discussões, sem nos dar a resposta final, certo ou errado, faz ou não faz. A escolha. Temos através
dela inúmeras ferramentas para conseguir analisar qualquer tipo de pensamento e
em qual das linhas ele se encontra.
Pois bem, estou escrevendo isso porque a Motorola me
provocou com um anúncio patrocinado no Facebook alguns dias atrás. E, obviamente, se
encaixou dentro desse contexto.
“Não existe certo ou errado quando se trata do que é melhor
para você.” Eles disseram isso.
Podemos dizer que é ética uma afirmação dessas? Obviamente
que sim. Que tolice seria dizer que isso não é ético já que a ética estuda
estruturas de pensamento e as apresenta como instrumentos capazes de direcionar
suas escolhas.
Pois bem, um filósofo renascentista disse essa mesma coisa: “os
fins justificam os meios”. Maquiavel propôs esta estrutura de pensamento e
talvez você concorde com base em seus questionamentos, ou talvez não. A escolha
é sua, mas é importante que você saiba qual é a base de sua escolha, de onde
ela surge, quem é que está embasando.
Se eu estivesse à frente do branding da Motorola analisaria
com cuidado esse conteúdo divulgado. É isso que a marca realmente propõe? Se
for, podemos considerar que ela também “foca nos resultados”, portanto, os
meios para se atingi-los também são justificados pelos resultados julgados
bons?
Construir uma marca de sucesso envolve um mínimo de
caminhada nas correntes de pensamento que moldam nossas escolhas hoje em dia. Isso
é caminhar na ética para entender o que realmente você quer demonstrar no seu
marketing content. Não dá para fazer um curso de branding em uma ótima
instituição brasileira para construir valores que você nem sabe de onde estão
vindo. Onde a Motorola quer chegar? Fiquei curioso.
Minha sugestão com base na sugestão deles é a seguinte: se
você não tiver R$800,00 para comprar um aparelho da marca, tente se
corromper para adquirir esse dinheiro. Afinal, dentro da corrente de pensamento
proposta por eles, a sua corrupção não terá sido algo ruim, pois quando se
trata do fim que é procurar algo melhor para você, nada do que você faz para
conseguir está errado.
Senhores publicitários e estrategistas: será que essa é a
melhor diretriz dentro da discussão ética para se conseguir rentabilidade, seja
através da exploração da mão-de-obra, seja através do consumismo? Tristemente
tenho que dizer, mais de 40 mil pessoas, até a data dessa postagem, seguem essa
linha de pensamento. Isto é ético? Sim! Você concorda? Aí já é sua escolha com base nas ferramentas que a ética te oferece para julgar. A escolha é sua.
Emerson Correia Costa
Gestor de Marcas
Gestor de Marcas