Onde está a felicidade?
Ando fazendo várias pesquisas na área de engajamento de profissionais e o que mais tenho visto são profissionais cada vez mais infelizes e empresas, do outro lado, à procura de atrativos que tragam a tal "felicidade" aos seus profissionais.
Na Revista Você RH (março e abril de 2013) a diretora de redação, Juliana de Mari, escreveu um artigo sobre "A tal felicidade" e ela aponta que "pesquisas recentes, realizadas globalmente, indicam que os níveis de satisfação estão caindo" gerando um número crescente de pessoas insatisfeitas profissionalmente.
A palavrinha da moda: FELICIDADE.
Executivos, consultores de marketing, especialistas em gestão de pessoas trazem muitas soluções para forjar a felicidade dentro das companhias. Ambientes interativos de trabalho, flexibilidade, integração dos colaboradores, valorização profissional, etc., ou seja, injeções de ânimo que imitam a felicidade por um período.
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abra a felicidade™
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Se o mundo do consumo diz que para eu ser feliz eu tenho que comprar o lançamento, trocar de celular a cada novo modelo nos comerciais da tv, trocar o carro, as roupas, onde fica minha situação profissional? Bingo! O consumismo chegou às companhias! Eu também preciso trocar de emprego. Ir à busca da felicidade profissional perfeita. A palavra "contentamento" ganhou um novo significado, a de um covarde. No mundo do consumo não se pode contentar com nada, senão quebra-se o sistema. No mundo profissional é a mesma coisa. O contentamento virou coisa de fracassados profissionalmente.
Não é possível só oferecer mais um emprego, pois só com isso se perde profissionais para os concorrentes. Então, forje a "alegria" que esse mundo tem buscado no CONSUMISMO e coloque-a no posto de trabalho de cada "peça do tabuleiro". Pronto! Feito isso seu nível de engajamento começará a melhorar e a humanidade progredirá.
Que triste!
Emerson Correia Costa